No Brasil, o número de pessoas que desejam adotar um filho é cinco vezes maior que o número de crianças e adolescentes que aguardam uma adoção. Aqui, a adoção, em números, é alta: 5000 crianças aguardam a colocação em família e 30 mil pretendentes a pais estão à espera de um filho.
Os dados são do Conselho Nacional de Justiça. As informações mostram que são mais de cinco mil crianças disponíveis, para quase 33 mil famílias pretendentes no Brasil.
Entretanto, os registros revelam que entre as mais de 30 mil pessoas que desejam adotar, 90% aceitam crianças brancas, e quase 30% adotam apenas crianças de pele clara. Este fato revela-se em um obstáculo à adoção, pois muitas das crianças que esperam por uma família nas instituições de acolhimentos espalhadas pelo país, são negras ou pardas.
Segundo matéria publicada pela Rádio Agência Nacional, o supervisor da área de adoção da Vara da Infância do Distrito Federal, Valter Gomes, avalia que as escolhas de idade e características físicas são o principal motivo para a demora na adoção de uma criança.
Para adotar uma criança ou adolescente em nosso país, é necessário procurar a Vara da Infância e Juventude da localidade em que os pretendentes residem.
Psicopedagogos e profissionais de áreas afins podem contribuir nas colocações de crianças em famílias, seja no período em que as crianças se encontram institucionalizadas, como na fase de aproximação e vinculação entre os adultos e seus filhos por adoção. Também são muito bem vindas ações psicopedagógicas institucionais que abarquem a diversidade das famílias brasileiras, a fim de contribuir para uma nova cultura de adoção.
Prof.ª Dr.ª Fernanda Neisa Mariano
Docente do curso de Pós-graduação em Psicopedagogia Clínica e Institucional




