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RECREAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: ENTENDA SUA IMPORTÂNCIA E SAIBA COMO COLOCAR EM PRÁTICA

RECREAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: ENTENDA SUA IMPORTÂNCIA E SAIBA COMO COLOCAR EM PRÁTICA

Brincar é essencial para as crianças! Por isso, a recreação na educação infantil é indispensável, e seu papel vai além do simples momento de lazer. O lúdico, a fantasia, o raciocínio e até aprender a seguir regras fazem parte da recreação.

Temos dicas valiosas para te dar sobre o que a recreação pode proporcionar e como o educador pode colocá-la em prática:

Por que a recreação infantil é importante?

Não é exagero dizer que a recreação na educação infantil contribui para o desenvolvimento saudável das crianças. Propor brincadeiras, jogos e outras atividades estimulam os pequenos a aprender — e isso eles levam para a vida toda!

Por meio do contato com o universo lúdico e da fantasia, a criança começa a entender melhor  o mundo ao seu redor e se interessar pelo conhecimento, conseguindo expressar suas ideias. Ela também tem mais facilidade para demonstrar seus sentimentos, lidar com desafios e frustrações, aprender a esperar sua vez, compartilhar e socializar com os colegas.

Além disso, vale lembrar que transitar entre o real e o imaginário desenvolve o raciocínio e as habilidades motoras das crianças.

Por fim, quando a criança participa de momentos recreativos de qualidade na educação infantil, tem chances maiores de se tornar um aluno mais interessado e que sabe a importância da escola, dos estudos e do professor.

Qual o papel do educador?

O educador será o mediador de todo esse processo. Por isso, precisa garantir que a recreação na educação infantil seja uma experiência em que a criança se sinta segura e feliz! Brincar deve, antes de tudo, ser prazeroso para o aluno.

A interferência do educador na brincadeira pode ocorrer, mas somente para dar uma orientação pedagógica ou ajuda, e não para censurar a espontaneidade e criatividade das crianças.

Como elaborar atividades simples?

Hoje, as crianças vivem cercadas de tecnologia em casa, com videogames e tablets. Dessa forma, na escola é importante propor brincadeiras simples, como as tradicionais de roda, passa anel, telefone sem fio, jogos de mímica, pular corda, dentre outras.

Não pense que essas atividades “mais simples” serão desinteressantes para a criança — ela já nasce sabendo brincar e gosta de qualquer brincadeira! Sabe imaginar, gosta do faz de conta e, por isso, precisa viver momentos de recreação com os colegas fora do mundo virtual.

Como diversificar a recreação?

Além das brincadeiras mais simples, o educador pode fazer brincadeiras em que as crianças coloquem a “mão na massa”! Quando se pensa na recreação, a palavra-chave é criatividade. Para isso, proponha atividades que utilizem tintas, recortes, massinha, sucata, cola — tudo muito colorido!

As crianças gostam de se aventurar com novos materiais, texturas e podem até confeccionar a própria brincadeira! Podem fazer bichinhos de massinha, recortar peças de um dominó em um papelão ou desenhar os quadrados no chão com um giz para pular amarelinha.

Deixe a criança construir a brincadeira! Isso será uma experiência enriquecedora para ela, estimulando a imaginação e criatividade.

Quais as técnicas recreativas para crianças?

Para montar uma atividade é necessário que o educador compreenda como funciona o desenvolvimento infantil, além de dominar as habilidades exigidas para trabalhá-la de acordo com a faixa etária da turma. Veja a seguir algumas das melhores técnicas recreativas para crianças:

Pintura com as mãos

Adorada pelas crianças, essa atividade precisa apenas de tintas coloridas, cartolinas, plásticos e jornais para forrar as mesas. Antes de começar a brincadeira, defina um tema de abordagem para explorar o potencial de estímulo dos alunos.

Essa prática pode ser feita em datas comemorativas, como Dia as Mães e Dia dos Pais, para produzir lembrancinhas ou mesmo para decorar a sala de aula.

A partir dessa tarefa é possível promover a interação entre as crianças, ajudá-las a conhecer as cores e aprender como misturá-las — isso sem falar que, ao ver o resultado final, os pequenos também podem ter sentimentos positivos, percebendo que a sua obra de arte está pronta depois de tanta diversão.  

Morto-vivo

Para brincar de morto-vivo, basta alinhar as crianças uma ao lado da outra e se colocar na frente delas. Ensine-as que quando você falar vivo elas devem ficar em pé e, quando disser morto, têm que agachar.

Comece a brincadeira e alterne entre as opções. Aquelas, que não conseguirem seguir o sinal certo vão sendo eliminadas até restar uma vencedora. Com essa atividade, você pode fazer com que os alunos trabalhem o equilíbrio, coordenação motora e atenção.

Contação de histórias

As histórias infantis são ótimas aliadas dos professores na sala de aula. Afinal, auxiliam no desenvolvimento da linguagem e incentivam a motivação. Conforme a faixa etária, o educador adapta a contação à sua turma. Procure evitar histórias longas para os alunos mais novos e dê preferência para livros com imagens coloridas e grandes, por exemplo.

O professor também pode criar canções e utilizar objetos para deixar a história mais interessante e aumentar o interesse da turma. Usar fantoches pode tornar os diálogos bem mais divertidos, por exemplo. No final, complemente a tarefa realizando brincadeiras que façam referência aos personagens e situações contadas, como desenhos e colagens.

Pega-pega

A atividade é iniciada com um aluno sendo o pegador, enquanto os outros devem fugir. Quando o pegador encosta em alguém, este passa a ser o novo pegador. É possível variar a brincadeira estipulando o pega-ajuda: no momento em que o pegador pega o seu colega, ele o ajuda a pegar os demais.

Se preferir, faça a versão corrente: aquele que é pego dá a mão para o pegador e assim sucessivamente, até que reste apenas um a ser pego. Nesse caso, apenas os alunos que estão na ponta da corrente podem pegar quem está livre.

Os pequenos se divertem muito com o pega-pega e ainda podem trabalhar as suas habilidades físicas, coordenação motora e senso de colaboração.

Música

A finalidade dessa brincadeira lúdica é estimular as crianças a aprender a ouvir, prestar atenção e identificar os sons. O educador só precisa de um aparelho de som e CDs contendo músicas com ritmos variados.

Coloque a música para tocar, incentivando os pequenos a ouvir os seus sons, como os que são produzidos pelos instrumentos musicais, dos elementos da natureza E dos animais. Na segunda vez que executar a canção, peça para que os alunos acompanhem a letra cantando ou batendo palmas ritmicamente.  

Caso o professor domine algum instrumento musical, saiba ou goste de cantar, pode escrever uma música junto com as crianças e passar a tocá-la na aula em momentos especiais.

Como você viu, a recreação na educação infantil deve ser planejada com cuidado. Para entender melhor todo esse processo e adotar novas estratégias em sala de aula, é necessário que o educador busque sempre se atualizar. Se você é formado em Pedagogia, pode fazer especializações na área, por exemplo.

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