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Alfabetização e letramento: conheça 3 melhores práticas

Alfabetização e letramento: conheça 3 melhores práticas

Na educação infantil, existem dois processos similares que introduzem as crianças ao mundo da escrita: a alfabetização e o letramento. Você sabe a diferença entre os dois e entende o seu impacto na formação escolar?

No post de hoje, explicaremos os conceitos de alfabetização e letramento e mostraremos as melhores práticas para você aplicar no dia a dia das suas aulas. Confira!

O que é a alfabetização?

Alfabetizar é ensinar a codificar e decodificar o código da língua escrita. Em outras palavras, é ensinar as características da tecnologia da escrita (letras, números, acentuação, etc) e a forma como ela é estruturada.

Alfabetizar é, por exemplo, mostrar como as sílabas se juntam formando palavras, como as palavras formam sentenças, como sentenças formam parágrafos e como os parágrafos formam um texto. Ou seja, alfabetização é o aprendizado mecânico da leitura e da escrita.

O que é o letramento?

O letramento, por outro lado, vai além da pura codificação e decodificação da escrita. Ele se refere aos sentidos e usos que os textos adquirem na vida social dos usuários da língua. Ensinar o letramento é mostrar à criança as formas como a língua escrita é usada no dia a dia.

O processo de letramento ocorre, por exemplo, quando, ao mostrarmos um texto a uma criança, falamos de como e por quem ele foi produzido, quais são as suas formas de leitura, em que lugares ele circula, quais são os seus objetivos comunicativos e quais são os sentidos que ele pode veicular e assumir.

O que é mais importante: a alfabetização ou o letramento?

Ambos os processos são essenciais. Sem saber decodificar os textos, a criança não consegue lê-los. Sem saber dos seus sentidos e usos, a leitura é vazia, pois não garante a compreensão — cultural, social, histórica, científica, intencional — da escrita. Logo, o ideal é alfabetizar e letrar ao mesmo tempo.

Quais são as melhores práticas para a alfabetização e letramento?

Existem diversas práticas que os professores podem adotar para promover a alfabetização e o letramento aos seus alunos, sendo que harmonizar um pouco de cada prática é uma boa opção:

1. Valorizar outros tipos de aprendizagem

​É importante, para o professor, ter a mente aberta e valorizar diversos tipos de aprendizagem, principalmente aquelas que sejam diferentes da tradicional cópia da lousa. 

O professor pode, por exemplo, promover a leitura de histórias infantis em roda, pode incentivar as crianças a contarem oralmente as histórias que escutaram em casa, pode declamar poesias enfatizando os sons e os ritmos das palavras, pode promover associações entre objetos, letras e sílabas, etc.

2. Identificar em que estágio os alunos estão

Cada criança tem o seu próprio ritmo de aprendizado. Têm aquelas que já chegam na escola com contato maior e diversificado com o mundo letrado; existem outras, por outro lado, que demandam maior cuidado e atenção do professor, precisando ser inseridas no mundo da escrita.

Cabe ao professor saber identificar o nível de alfabetização e letramento da criança e guiá-las adequadamente no seu processo de aprendizado, levando em consideração a vivência e o contexto de vida em que cada criança se insere.

3. Procurar métodos diferentes para os alunos que não estão aprendendo

Muitas das dificuldades que os alunos enfrentam podem ser resolvidas com uma maneira diferente de ensinar.  Para os alunos que não estão aprendendo com as práticas atuais, procure outros métodos. Diversifique o seu leque de recursos didáticos!

Têm alunos que aprendem melhor assistindo às aulas. Outros são mais visuais, preferindo desenhar ou ver imagens. Outros, ainda, são mais táteis, preferindo mexer com massinha ou bloquinhos.

Mesmo diante das dificuldades, não desanime: o importante é não deixar de procurar métodos que sejam adequados para cada criança.

Com as mudanças acontecendo cada vez mais rápido em nossa sociedade, é imprescindível que os profissionais da educação se atualizem e façam cursos de especialização e reciclagem, auxiliando, assim, no ensino de métodos eficazes para os novos tipos de alunos.

Se os problemas de aprendizagem persistirem, você pode consultar um psicopedagogo para incluir práticas mais lúdicas no processo de ensino. 

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