Blog da Pós

Obstáculos da educação inclusiva no Brasil

Obstáculos da educação inclusiva no Brasil

A educação inclusiva é um direito de todo o cidadão portador de necessidades especiais, conforme determinado pela LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) em 1996. Porém, mesmo previsto em lei, nem sempre os alunos que precisam de adaptações para estudar têm os seus direitos respeitados dentro da sala de aula.

A falha no ensino inclusivo, muitas vezes, se dá pela falta de preparo dos próprios educadores, que desconhecem as metodologias mais apropriadas para trabalhar com os alunos especiais.

Você trabalha com pedagogia e quer se preparar melhor atender esses estudantes? Confira abaixo quais são os maiores obstáculos da educação inclusiva e como é possível vencê-los!

Falta de preparo dos educadores

Um dos maiores problemas enfrentados pelo ensino inclusivo é o fato de contar com poucos professores capacitados para tal. A maioria não detém os conhecimentos específicos para atuar nessa área, o que faz com que o professor não saiba lidar com as necessidades do aluno especial, não adaptando as metodologias de ensino para ele e consequentemente excluindo-o do processo de aprendizagem.

Para resolver essa questão é necessário haver um esforço conjunto dos professores e da escola. Os educadores podem se especializar em educação inclusiva, por meio de cursos e pós-graduação, para adquirir novas práticas pedagógicas. Por sua vez, a instituição também pode apoiar o docente a partir da criação de programas que incentivem o desenvolvimento das habilidades exigidas para tornar o ensino especial mais eficiente.

Foco nas limitações e não nas competências do aluno

De forma errônea, muitos professores focam apenas nas limitações do aluno, deixando as competências dele de lado e impedindo a sua evolução estudantil. É importante adequar o planejamento de aprendizagem de acordo com as necessidades do estudante, mas também é preciso levar em consideração aquilo que o aluno consegue fazer mais e melhor. Isso é crucial para que ele não fique para trás em relação à sua turma e tenha a oportunidade de aprender a mesma coisa, mas por um viés diferente dos demais.

Por exemplo, se o educador tem em sua sala um aluno que tem dificuldades para escrever, mas que sabe desenhar, pode-se fortalecer o aprendizado com o uso de imagens. Para descobrir as capacidades do seu estudante, o docente deve estar preparado para analisar e avaliar quais são os pontos fortes e fracos que ele possui, para a partir daí adequar a sua metodologia de ensino.

Ausência da estrutura adequada na escola

A ausência da estrutura adequada nas escolas é um dos fatores que mais contribuem para com a evasão dos alunos com necessidades especiais. Segundo um estudo realizado pela Fundação Lemann e pela Meritt, em 2015, três entre cada quatro escolas do Brasil não têm os itens básicos de acessibilidade, como corrimãos, rampas e sinalização, e menos de um terço conta com sanitários adaptados.

Para melhorar a educação inclusiva, as escolas também devem investir em sua infraestrutura, passando desde pela adaptação predial até a contratação de tradutores de Libras para as salas que tenham estudantes com deficiência auditiva.

Preconceito dentro da sala de aula

Outro obstáculo que desestimula os alunos com necessidades especiais a frequentar a sala de aula é o preconceito, que pode vir dos colegas de turma. Essa é uma questão que tem que ser tratada em toda a comunidade que envolve o estudante.

É dever da instituição de ensino conversar com os alunos e com seus pais, preparando-os para receber o colega especial e tratá-lo com normalidade, permitindo que ele participe das atividades coletivas e, acima de tudo, seja respeitado.

A melhora da educação inclusiva brasileira depende de um esforço de todos que estão envolvidos no processo de aprendizagem, incluindo desde especialização dos educadores até as mudanças físicas das escolas.

Gostou do nosso conteúdo? Compartilhe este post nas redes sociais e ajude os seus colegas de profissão a entender mais sobre os desafios da educação inclusiva!